quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O comovente relato de uma (a única) Manifestação tomando consciência de si.

Tudo é o Caos. Tudo sempre foi o Caos.
O Caos (de tão caótico) gera a Manifestação.
Atravéz da Manifestação o Caos "acorda" e toma consciência de sua existência na forma de Manifestação.
A Manifestação evolui e, com ela, o Caos.
A Manifestação acha que é lei no meio do Caos.
A Manifestação continua evoluíndo.
A Manifestação chega à um ponto em que percebe que não é lei, mas sim, Caos.
O Caos, através da Manifestação, toma consciência de si na forma de Caos.
Agora, pela primeira vez, o Caos percebe que existe; percebe a si mesmo. O Caos sabe que não é só Manifestação. O Caos agora sabe que é Caos. Mas o Caos é tão caótico que em sua caoticidade, sabe que jamais será capaz de compreender a si mesmo completamente.
O Caos se pergunta se está sozinho no meio do Caos.
O Caos se pergunta se não há nenhuma lei.
O Caos se pergunta se tudo é Caos.
O Caos não tem nenhuma certeza.
O Caos gostaria que fosse diferente.
O Caos se sente inseguro sem lei.
O Caos (na forma de manifestação) quer deixar de ser só manifestação, mas não consegue.
A Manifestação vê que está só, pois ela é una com o único ser eterno: o Caos.
O Caos nota que está só.
O Caos nota que é o todo.
A Manifestação, por fim (se não tiver sido aniquilada pelo Caos até então), atinge seu máximo!
A Manifestação não consegue reinar sobre o Caos e nem sobre si mesma.
A Manifestação (e o próprio Caos) nota que o Caos não é bom, e que não foi feita(o) para o Caos. O Caos (a Manifestação) gostaria de encontrar um par, algo que não fosse uno com ele. Mas tal jamais existiu ou existirá.
A Manifestação desiste de ser Manifestação e quer ser apenas Caos.
O Caos desiste de ser Manifestação.
O Caos quer voltar a dormir.
A Manifestação não aguenta mais nem o Caos, e nem a Manifestação.
A Manifestação então extingue à si mesma.
O Caos acaba com seu próprio sofrimento livrando-se de seu espelho e sua lâmpada (a Manifestação).

O Caos não sofre mais.

O Caos, agora, sem a Manifestação, novamente, reina absoluto, uno, e inconsciente, como sempre foi e nunca deixou de ser.

sábado, 7 de novembro de 2009

!!!???

Não acredito!
Entre a última vez que estive aqui e agora, o mostrador de visitas do meu perfil aumentou em 1 ponto!!! Incrível!
Será que não estou sozinho? Será que tem mais alguém?
Você que entrou aqui, por favor, não vá embora. Fique! Fale alguma coisa... Você não comentou meus posts. Faça isso! Por favor... Não quero ficar aqui sozinho... Tenho certeza de que temos muito à conversar. Volte!

Será que estou aqui sozinho?

sábado, 5 de setembro de 2009

05/09/09

Não tive tempo e nem vontade pra postar isso no dia em que aconteceu, 02/05/09. Por um lado isso foi até bom, já que me deu tempo pra observar melhor a situação e o decorrer dos fatos.
O dia 02 caiu numa quarta-f. Eu tinha aula de manhã e à tarde. Não fui pela manhã pois estava muito cansado e queria estar bem disposto para a aula da tarde: aula prática de zoologia; uma das minhas matérias favoritas.
Sou bastante relapso com relação à faculdade, portanto, não fazia idéia de que a atividade planejada para o dia era abrir uma minhoca (viva!) pra ver dentro dela; só descobri que teria que fazer isso quando um colega meu me perguntou se eu levei a tesoura histológica necessária para abrir o bicho.
Fui almoçar enquanto pensava no que faria. Faltar uma aula prática consistia em perder uma quantidade importante de informação útil para as provas.
Na fila do restaurante encontrei um colega meu, um cara que eu nunca considerei muito lúcido. Perguntei pra ele o que ele achava que eu deveria fazer a respeito da aula e da minhoca; ele me disse que pela lei -não sei qual delas- eu poderia fazer o curso inteiro sem matar nenhum bicho. Almoçamos rápido pra não atrasar.
Quando a professora chegou pra abrir a porta da sala eu me aproximei. Houve o seguinte diálogo:

- Professora, tenho um problema. Será que eu posso assistir a aula sem abrir a minhoca? (talvez eu pudesse observar enquanto alguém fazia, assim, pelo menos, eu não causaria nenhum acréscimo ao número de minhocas que seriam torturadas)
Nesse momento a professora abriu a porta e todos entraram e puderam ouvir nosso diálogo. A professora proseguiu.
- Mas qual o motivo de você não querer participar?
- Motivos morais.
A professora ficou um pouco em silêncio enquanto procurava alguma coisa e continuou num tom de voz mais alto e mais rápido:
- Mas eu não vejo lógica nisso! Nós matamos bichos em todas as aulas!
Eu me assustei. Não lembrava de ter matado bicho algum. Apenas olhei pra ela com dúvida.
- Os bichos que vocês observam nas aulas, foram mortos pra isso!
- Mas professora. É bem diferente observar um bicho morto que todos observam (um único indivíduo que é usado para estudo ano após ano, e que possívelmente teve uma morte rápida e sem grandes torturas, cuja minha presença ou ausência na sala de aula não é capaz de mudar o destino da criatura) de abrir uma minhoca viva.
- Quer que eu abra pra você então ? (fez uma cara de quem casoa de um gay)
- Não! Não é isso...
- Porque esse seu pensamento não faz sentido...
- Pra mim faz todo sentido.
- Ou abre a minhoca ou... (pausadamente e em tom de provocação) não participa da aula.
- Então eu não posso assistir a aula sem abrir a minhoca?
- Não.
- Beleza então...
E saí da sala.

Fui burro. Acho que deveria ter faltado a aula e ficado quieto.
Um colega passou a semana inteira tirando sarro de mim e espalhando a notícia, regada à muita gozação, para todos quanto pôde. Um dia depois do ocorrido, fui comprimentar esse cara em público e na mesma hora ele falou tão alto quanto pode: "bichinha, não quer matar a minhoquinha...". No dia seguinte três colegas meus falaram algo parecido quando eu passei perto, só que dessa vez o tom parecia mais brincalhão e menos ofensivo.
A história aínda está se espalhando. Eu vou fazer o que eu sempre faço, até por falta de opção: ficar quieto e olhar. Se acontecer algo relacionado que eu queira escrever, eu farei.

A minha vontade é de mandar tudo e todos (com rarríssimas exceções) pro inferno!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fusão

As gotas que se quebram no chão
O som das lágrimas que rasgam o ar

Nuvens escuras...

O ar que carrega as nuvens
O vento que carrega as lágrimas

As gotas respingam...

Sob o céu escuro ouve-se o murmúrio
Da chuva e do vento

Enigma 1

O escritor amador escreve.
O escritor amador não ganha dinheiro com o que escreve.
O escritor amador não é reconhecido pelo que escreve.
O escritor amador não escreve direito.
O escritor amador nem ao menos sabe o significado das palavras que escreve.

Então... Por que o escritor amador escreve?

(teeempooo....)

NO TÍTULO!

Pra que fazer um blog? Pra que???
Bom, como aínda tenho dúvidas se vou divulgar este monte de merda que eu escrevo ou não... então também nem sei pra que eu preciso dar explicações. O problema é que se eu não sei se vou divulgar o blog, daí ele fica meio sem sentido... Entende?

Eu também não vejo motivo para entrar no mérito de questões filosóficas e metafísicas do "porque" ter um blog. Sei que tudo isso soa meio idiota mas, o que se pode esperar de um blog qualquer como esse?

Então, pra que esse não seja um post completamente perdido, acho que devo pelo menos explanar acerca de aspectos objetivos básicos que levei em conta para começar o blog.
Primeiro: Poderia fazer um blog no WordPress, mas não fiz porque não vejo motivo para mim escrever em um domínio cuja maior vantagem é justamente a divulgação .
Segundo: Ter um diário é legal! Principalmente se existe a possíbilidade ínfima (esperança) de alguém - que nunca saberá quem você é - lê-lo ,com ou sem divulgação (nossa que complicado!), e assim quem sabe, espalhar fragmentos de idéias (se é que existe alguma) como se fosse um vírus.
Terceiro: Pra que diabos eu to escrevendo tudo isso?