Tudo é o Caos. Tudo sempre foi o Caos.
O Caos (de tão caótico) gera a Manifestação.
Atravéz da Manifestação o Caos "acorda" e toma consciência de sua existência na forma de Manifestação.
A Manifestação evolui e, com ela, o Caos.
A Manifestação acha que é lei no meio do Caos.
A Manifestação continua evoluíndo.
A Manifestação chega à um ponto em que percebe que não é lei, mas sim, Caos.
O Caos, através da Manifestação, toma consciência de si na forma de Caos.
Agora, pela primeira vez, o Caos percebe que existe; percebe a si mesmo. O Caos sabe que não é só Manifestação. O Caos agora sabe que é Caos. Mas o Caos é tão caótico que em sua caoticidade, sabe que jamais será capaz de compreender a si mesmo completamente.
O Caos se pergunta se está sozinho no meio do Caos.
O Caos se pergunta se não há nenhuma lei.
O Caos se pergunta se tudo é Caos.
O Caos não tem nenhuma certeza.
O Caos gostaria que fosse diferente.
O Caos se sente inseguro sem lei.
O Caos (na forma de manifestação) quer deixar de ser só manifestação, mas não consegue.
A Manifestação vê que está só, pois ela é una com o único ser eterno: o Caos.
O Caos nota que está só.
O Caos nota que é o todo.
A Manifestação, por fim (se não tiver sido aniquilada pelo Caos até então), atinge seu máximo!
A Manifestação não consegue reinar sobre o Caos e nem sobre si mesma.
A Manifestação (e o próprio Caos) nota que o Caos não é bom, e que não foi feita(o) para o Caos. O Caos (a Manifestação) gostaria de encontrar um par, algo que não fosse uno com ele. Mas tal jamais existiu ou existirá.
A Manifestação desiste de ser Manifestação e quer ser apenas Caos.
O Caos desiste de ser Manifestação.
O Caos quer voltar a dormir.
A Manifestação não aguenta mais nem o Caos, e nem a Manifestação.
A Manifestação então extingue à si mesma.
O Caos acaba com seu próprio sofrimento livrando-se de seu espelho e sua lâmpada (a Manifestação).
O Caos não sofre mais.
O Caos, agora, sem a Manifestação, novamente, reina absoluto, uno, e inconsciente, como sempre foi e nunca deixou de ser.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
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